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Nota pública da ARL sobre o incêndio no Museu Nacional

03 de setembro de 2018

A Academia Rio-Grandense de Letras apresenta seu mais intenso protesto contra o desinteresse dos governos brasileiros pelo fazer cultural. A destruição da memória e do patrimônio, com o incêndio do Museu Nacional nesta noite, demonstra que os políticos, obcecados com a busca de votos para perpetuarem-se no poder e alguns apropriando-se do dinheiro público para enriquecimento pessoal e partidário, não se importam com a cultura que, mais do que tudo, identifica um povo e uma nação.

O incêndio e completo perdimento do patrimônio histórico e social não é fato isolado. No momento recente, sofremos o incêndio do Museu da Língua Portuguesa, e outros prédios igualmente importantes estão à mercê do infortúnio. E não se culpe apenas o governante de plantão: também aqueles anteriores, que se arvoram em salvadores da pátria, nada fizeram, a não ser para seus correligionários. Basta a todos eles.

Porto Alegre, 3 de setembro de 2018.

 

José Carlos Rolhano Laitano

Presidente da Academia Rio-Grandense de Letras

Academia Rio-grandense de Letras

PATRONOS

CADEIRA 40

Alceu Wamosy

Alceu de Freitas Wamosy nasceu em Uruguaiana, Rio Grande do Sul, em 14 de fevereiro de 1895, filho de José Afonso Wamosy e Maria de Freitas Wamosy. Es-tudou no Colégio Urugiiaianense, de sua cidade natal e em Alegrete. Jornalista desde a adolescência, Alceu Wamosy iniciou-se como redator de A Cidade em 1909 na cidade de Alegrete. Em 1911 já dirigia o mesmo.

Em Porto Alegre, foi redator, em 1915, de O Diário e A Federação. Em 1918, foi diretor em Santana do Livramento de O Republicano. Em 1923, com o início da Revolução...

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