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Nota pública da ARL sobre o incêndio no Museu Nacional

03 de setembro de 2018

A Academia Rio-Grandense de Letras apresenta seu mais intenso protesto contra o desinteresse dos governos brasileiros pelo fazer cultural. A destruição da memória e do patrimônio, com o incêndio do Museu Nacional nesta noite, demonstra que os políticos, obcecados com a busca de votos para perpetuarem-se no poder e alguns apropriando-se do dinheiro público para enriquecimento pessoal e partidário, não se importam com a cultura que, mais do que tudo, identifica um povo e uma nação.

O incêndio e completo perdimento do patrimônio histórico e social não é fato isolado. No momento recente, sofremos o incêndio do Museu da Língua Portuguesa, e outros prédios igualmente importantes estão à mercê do infortúnio. E não se culpe apenas o governante de plantão: também aqueles anteriores, que se arvoram em salvadores da pátria, nada fizeram, a não ser para seus correligionários. Basta a todos eles.

Porto Alegre, 3 de setembro de 2018.

 

José Carlos Rolhano Laitano

Presidente da Academia Rio-Grandense de Letras

Academia Rio-grandense de Letras

PATRONOS

CADEIRA 17

Timóteo de Faria Corrêa

Timóteo de Faria Corrêa Filho nasceu em São Gabriel, região da campanha rio-grandense, em 08 de novembro de 1861, filho de Timóteo de Faria Corrêa e Cândida Martins de Faria Corrêa. Estudou na Escola de Guerra de Porto Alegre. Sentou praça em 1876 e saiu alferes-aluno em 1884. Foi Oficial do Exército, chegando ao posto de Capitão de Arma e Artilharia em 1890. Poeta, Timóteo Faria Corrêa assinava às vezes Timóteo Filho.

Publicou versos esparsos em revistas e jornais de seu tempo. Vale destacar seu discurso na 11ª Sessão...

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