TEXTOSRESENHAS

A ALMA DOS LIVROS

30 de outubro de 2023

A ALMA DOS LIVROS
(No dia do livro)       
                                                              Para Gilberto Schwartsmann
*
Os livros antigos e raros procuram os recantos das velhas bibliotecas para poderem descansar em paz, ali vão morrer feito os elefantes.
*
Os livros antigos acordam nos sebos pelos olhos da adolescente que os lê como se fosse pela primeira vez.
*
Um livro antigo na prateleira semelha a uma árvore no outono com suas folhas vermelhas.
*
Folheava um livro velho como se desfolhasse uma flor, ou debulhasse uma espiga de dourado milho.
*
Um livro velho e raro se desfaz aos poucos como um tronco caído no meio da floresta.
*
Uma biblioteca é uma incubadora de incunábulos.
*
Todos os livros raros são órfãos de velhos monges que os copiaram em mosteiro hoje em ruínas.
*
Nas mãos de um jovem o vetusto livro respira novamente.
*
Nas mãos de um velho o livro antigo se entrega confiado como a um irmão.
*
Ao soprar a poeira de um livro não esqueças de insuflar nele a tua alma.
                                                                                                                                            José Eduardo Degrazia

anteriorANTERIORanteriorpróximaPRÓXIMApróxima todasTODAStodas

Academia Rio-grandense de Letras

PATRONOS

CADEIRA 32

Pedro Velho

Pedro de Castro Velho nasceu em Cachoeira do Sul, Rio Grande do Sul, em 29 de junho de 1879, sendo filho de Francisco Velho e Dulce de Castro Velho. Poeta boêmio nunca teve ocupação certa. Foi um dos mais populares da geração literária de seu tempo em Porto Alegre. Faleceu em Porto Alegre, capital gaúcha, no dia 06 de setembro de 1919.

Bibliografia: Ocasos, versos, Porto Alegre, Livraria Americana, 1906. 2a. Edição com acréscimos, póstuma, Porto Alegre, Globo, 1920. Inéditos e esparsos de Pedro Velho publicados por Walter Spalding...

continue lendoCONTINUE LENDOcontinue lendo